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VIAGEM NA LUPA

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Ficha de custos

Quanto custa 6 dias em Lisboa

A conta fechada, por pessoa, com os preços pesquisados em 13 de setembro de 2026.

Apurado por Allan Vitor · @viagemnalupabr (abre em outra aba)

Calculadora

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A tabela abaixo é a nossa apuração: 6 dias, 1 pessoa. Mude as datas, o número de pessoas e a categoria de hospedagem, desmarque o que você não vai fazer, e a conta se refaz na hora.

ItemValorObservação
Hospedagem, 5 noites€ 722,00Média oficial (ADR), € 144,40 a diária. INE, série mensal de janeiro a julho de 2026, recorte Grande Lisboa. A própria série vai de € 109,60 (janeiro) a € 154,60 (julho).
Oceanário de Lisboa€ 25,00“A partir de”, e é o único ponto desta lista com preço variável: vai a € 29 conforme a faixa horária escolhida. O bilhete tem hora marcada. Abre todos os dias do ano, inclusive 25 de dezembro e 1 de janeiro. Fonte: site oficial, 13/set/2026.
Palácio Nacional da Pena€ 20,00Hora marcada e sem tolerância de atraso — o texto oficial é literal. Perdeu a hora, perdeu o bilhete, sem reembolso. Lotação de 6.000 por dia, que é teto e não fila. Fonte: Parques de Sintra, 13/set/2026.
Quinta da Regaleira€ 20,00Sessões de 30 em 30 minutos, mas com uma hora de tolerância de atraso — contra zero na Pena. Palácio e capela fecham 30 minutos antes dos jardins. Fonte: Cultursintra, 13/set/2026.
Mosteiro dos Jerónimos€ 18,00Inteira, só o claustro; a igreja é gratuita. É o monumento mais caro da rede nacional e está sozinho nesse patamar. Jovem de 13 a 24, sénior e família pagam € 9. Não existe mais domingo de manhã grátis para quem não mora em Portugal. Fonte: Museus e Monumentos de Portugal, 13/set/2026.
Castelo de São Jorge€ 17,00Acabou a gratuidade para quem mora em Lisboa. Abre todos os dias, mas os adarves e torres — a parte fotogénica — fecham antes do monumento. Fonte: site oficial, 13/set/2026.
Museu Calouste Gulbenkian€ 16,00Reabriu em julho de 2026 depois de quinze meses fechado. Fecha às terças — é o erro clássico de quem monta roteiro em Lisboa. O jardim continua aberto e gratuito todos os dias. Fonte: Fundação Calouste Gulbenkian, 13/set/2026.
Torre de Belém€ 15,00Reabriu em maio de 2026 com sistema novo: teto rígido de 900 visitantes por dia, sessões de 30 em 30 minutos, 60 pessoas por sessão. Qualquer guia anterior a isso está errado. O bilhete também se compra na bilheteira dos Jerónimos. Fonte: MMP, 13/set/2026.
Museu Nacional dos Coches€ 15,00O Picadeiro Real está fechado desde 29 de setembro de 2025, sem previsão de reabertura. Se você planejava ver o salão histórico, não vai ver. Fonte: MMP, 13/set/2026.
Castelo dos Mouros€ 12,00Não tem hora marcada, e é essa a vantagem: é o plano B de um dia em que a Pena esgotou. Bilheteira encerra das 12h às 13h, com venda automática. Fonte: Parques de Sintra, 13/set/2026.
Padrão dos Descobrimentos€ 10,00Bilhete completo, com mirante; só a exposição custa € 5. É o único dos quatro monumentos de Belém que abre na segunda-feira — resolve o dia em que Jerónimos, Torre e Coches fecham todos. Fonte: site oficial e EGEAC, 13/set/2026.
Farol do Cabo da Roca€ 5,00Abriu à visitação em julho de 2026. O cabo em si é gratuito — o bilhete é só para subir ao farol, que fecha às 17h30. Fonte: apuração de 13/set/2026.
Transporte, 6 dias€ 20,64Zapping a € 1,72 a viagem, duas por dia. O elétrico 28 entra aqui — pago a bordo custaria € 3,30, quase o dobro. A dois trajetos por dia, o zapping sai bem abaixo dos passes de 24 horas apurados (€ 10,35 com barco, € 11,40 com comboio). Fonte: Carris e Metropolitano de Lisboa, tarifário de 1/jan/2026.
Taxa municipal turística, 5 noites€ 20,00€ 4 por pessoa por noite, no máximo 7 noites. Não vem no preço da reserva — paga-se no alojamento, na chegada ou na saída, e é a surpresa mais comum da viagem a Lisboa.
Cartão Navegante Ocasional€ 0,50Suporte físico do bilhete, válido um ano, pago uma vez. Cada pessoa precisa do seu — não dá para dividir um cartão entre duas pessoas na mesma viagem.
Total por pessoa€ 936,14€ 156 por pessoa por dia

Quatro dos dezesseis pontos não cobram entrada, e já estão no roteiro: Praça do Comércio, os miradouros de Alfama, o Time Out Market e o Cabo da Roca. O Elevador de Santa Justa está fechado, sem data de reabertura, e por isso ficou fora da conta. Não estão incluídos: passagem aérea, refeições, compras, seguro viagem, gorjetas, traslado do aeroporto, a subida ao Arco da Rua Augusta (preço não publicado em fonte oficial) e o comboio até Sintra e Cascais, que não conseguimos fechar com fonte. É o custo de fazer Lisboa, não o de chegar nela.

Hospedagem

Quanto custa a diária

O dado oficial é do INE, na série mensal de janeiro a julho de 2026: a diária média por quarto ocupado (ADR) sai a € 144,40. Ressalva o recorte é da Grande Lisboa, os nove municípios — Sintra e Cascais incluídos. Não existe ADR publicado só do município de Lisboa, e por isso a média que você vê aqui está diluída por quartos que não ficam na cidade. A oscilação dentro do próprio ano é maior que a diferença entre categorias: € 109,60 em janeiro e € 154,60 em julho.

CategoriaDiáriaObservação
Média oficial (ADR)€ 144,40 · faixa € 109,60–154,60INE, série mensal de janeiro a julho de 2026, Grande Lisboa. É a faixa usada na ficha de custos desta página.
Alojamento local€ 118Amostra de mercado. Fonte não oficial o INE não desagrega o alojamento local numa série comparável ao ADR hoteleiro.
Hotel económico€ 75 · faixa € 50–100Amostra de mercado, por quarto. Fonte não oficial
Cama em dormitório€ 25 · faixa € 15–35Amostra de mercado, cobrada por pessoa e não por quarto. Fonte não oficial — e vale notar que a taxa municipal de € 4 por noite pesa muito mais aqui: são 16% do valor da cama.
Diária só do município de LisboaNão encontradoO INE publica por NUTS III. O recorte mais fino disponível é Grande Lisboa, que inclui Sintra, Cascais, Oeiras, Amadora e mais quatro municípios.
Diária por bairroNão encontradoNem o INE nem o Turismo de Lisboa desagregam por freguesia. Alfama, Baixa, Chiado e Parque das Nações não têm diária publicada separadamente.
A decisão que mais pesa

Quando ir

Entre o mês mais barato e o mais caro da série oficial, a diária varia 41%: € 109,60 em janeiro contra € 154,60 em julho. E como a hospedagem é 77% do total desta ficha, a conta responde mais a quando você vai do que a onde você dorme. Trocar de categoria de hotel economiza menos que trocar de mês.

QuandoDiáriaO que mais muda
Janeiro€ 109,60O mais barato da série. E o mais frio: média de 11,8 °C, com mínima média de 8,6 °C, pelas normais de 30 anos do IPMA. Dia curto, fila curta.
Julho€ 154,60O mais caro da série — e o mais seco do ano, com 2,6 mm de chuva. Agosto é o mais quente, com 23,8 °C de média e 28,8 °C de máxima média.
NovembroFora da sérieÉ o mês mais chuvoso, com 133,9 mm. O preço de novembro não está publicado na série que consultamos.
Média do período€ 144,40Janeiro a julho de 2026, Grande Lisboa. É o valor usado nesta ficha.
O mês mais caro é também o mais arriscado

Julho, agosto e setembro concentram duas coisas ao mesmo tempo: o pico de preço e o risco de a serra de Sintra fechar.

Quando o Governo declara Situação de Alerta e manda fechar o perímetro florestal, fecham quatro monumentos de uma vez — Pena, Castelo dos Mouros, Monserrate e Convento dos Capuchos. Em agosto de 2025 isso durou cerca de duas semanas, com prolongamentos sucessivos, e quem tinha bilhete teve de pedir reembolso por formulário.

Ou seja: no mês em que você paga mais caro, é também quando corre mais risco de não ver o que veio ver. Quatro dos onze ingressos desta ficha ficam em Sintra.

O que não sabemos a série mensal do INE que consultamos vai de janeiro a julho de 2026. Não temos agosto, setembro, outubro, novembro nem dezembro. Então não dá para dizer com número se outubro é bom negócio, nem quanto custa o Natal em Lisboa — e não vamos estimar. O que está acima é o que a série publica.

Chegar

Quanto custa a passagem

A passagem é o item que esta ficha não inclui — e costuma ser, junto com a hospedagem, o maior gasto da viagem. Então aqui está a referência que conseguimos, separada do total:

São Paulo → LisboaR$ 3.363Ida e volta pela companhia de código YU — sem escala nos dois trechos. 9h40 na ida e 10h35 na volta.
Leia o que este número é, e o que ele não é

Não é uma cotação. É o menor preço que usuários reais encontraram nas últimas 48 horas buscando essa rota, guardado em cache. Quando você buscar, o valor pode estar diferente — para mais ou para menos.

A data de partida abaixo não é recomendação nossa — é simplesmente o dia em que a passagem mais barata foi encontrada. Preço de voo depende tanto da data que ele diz mais sobre o calendário do que sobre a rota.

A origem é São Paulo, que é o maior aeroporto emissor do país. Saindo de outra cidade, a conta muda, e às vezes muito.

Por isso ele não entra no total da ficha. O total soma tarifa publicada e estimativa de hospedagem; preço de passagem não é nem uma coisa nem outra.

Ver esta rota com as suas datas

O preço acima é do cache. Para ver o valor das suas datas, a busca é aqui. Este link dá comissão ao site, e você paga o mesmo preço. Como isso funciona.

Consultado em 7 de novembro de 2026. A passagem mais barata do cache partia em 5 de março de 2027.

Onde conferimos os preços de Lisboa

Foi nestes serviços que checamos as diárias e os ingressos desta página. Use-os para ver o valor da sua data — preço de viagem muda, e o nosso número é o do dia da apuração.

Estes dois links dão comissão ao site. Você paga o mesmo preço que pagaria indo direto, e a comissão não altera nenhum número desta ficha — os valores acima saem de fonte oficial, com a data da apuração. Como isso funciona.

Onde a conta escapa

A taxa municipal não aparece na reserva. São € 4 por pessoa por noite, cobrados no alojamento e não no site onde você reservou. Para uma pessoa em cinco noites são € 20; para um casal em dez noites são € 56, porque a taxa para de contar na sétima noite de cada hóspede. Ninguém avisa, e é o item que mais surpreende brasileiro em Lisboa.

Sintra não cabe no bilhete de Lisboa. Quatro dos onze ingressos desta ficha ficam fora do município — Pena, Regaleira, Castelo dos Mouros e o farol do Cabo da Roca. Chegar lá custa o comboio da Linha de Sintra, que não apuramos, mais o autocarro 434 ou 435, a € 13,50 o bilhete diário (cerca de € 10,96 comprando online). Nada disso está somado acima. Some uns € 25 ao dia de Sintra e você chega perto.

O elétrico 28 pago a bordo. € 3,30 contra € 1,72 com o Navegante carregado. A diferença por viagem é pequena, mas o 28 é justamente a linha em que o turista embarca sem cartão. E desde 24 de agosto de 2026 o percurso está cortado: só circula entre Graça e Prazeres, com autocarro no trecho de Martim Moniz.

O Oceanário é “a partir de € 25”. Conforme a faixa horária, vai a € 29. É o único ponto da lista com preço que muda dentro do mesmo dia.

A época pesa mais que a categoria. Um quarto de julho custa 41% mais que o mesmo quarto em janeiro, pela série do próprio INE. Trocar de categoria economiza menos que trocar de mês.

O Elevador de Santa Justa está fechado. Os € 5 saíram da conta — mas o mirante também. A alternativa gratuita é o Largo do Carmo, a pé pelo Chiado, que é o andar de baixo da passagem; a plataforma paga, de onde sai a foto, é a de cima e está inacessível.

Subir ao Arco da Rua Augusta. Não encontrado nem o Turismo de Lisboa nem o domínio do próprio arco publicam o preço, e os revendedores só mostram valor “a partir de” em dólar. Guias falam em € 4 a € 4,50; rejeitamos, porque é estimativa sem fonte. Nada foi somado.

Traslado do aeroporto. Não apurado nenhuma tarifa oficial atual foi confirmada, então nada foi somado à ficha.