De outubro a março, uma segunda-feira em Madri se organiza sozinha:
12h às 16h — Museo Thyssen-Bornemisza, € 14, grátis por patrocínio. E é o dia em que ele só abre nesse horário, então é de graça o tempo inteiro em que está aberto.
16h às 18h — Palácio Real, € 18, grátis para cidadão latino-americano.
18h às 20h — Museo del Prado, € 15, grátis nas duas horas antes de fechar.
São € 47 por pessoa, em oito horas seguidas, sem pagar nada — e os três ficam perto o bastante para se fazer a pé, com o palácio no meio do caminho.
De abril a setembro a janela do palácio vira 17h às 19h e encosta na do Prado. Ainda dá: saia do palácio às 18h30 e entre no Prado, que fica aberto até as 20h.
A tarifa gratuita do Palácio Real não é só para europeu. O texto da Patrimonio Nacional concede entrada livre a cidadãos da UE e a “ciudadanos iberoamericanos” com prova de nacionalidade. Brasileiro entra nessa lista, e quase todo guia escreve só a parte da UE.
Três condições anulam o direito se você não souber: vale só para visita livre — visita guiada não entra; o bilhete só sai na bilheteria física, nunca online; e o acesso é permitido até 60 minutos antes do fechamento.
E vale de segunda a quinta apenas. Sexta, sábado e domingo não têm janela gratuita para ninguém.
Segunda-feira: o Templo de Debod fecha, inclusive quando cai feriado. É justo o dia das janelas gratuitas.
Terça-feira: o Reina Sofía fecha — e o Prado e o Thyssen não, o que faz muita gente marcar museu na terça e descobrir que perdeu o Guernica.
Ou seja, o melhor dia para museu é o pior para Debod, e o contrário também. Por isso os dois estão em dias separados aqui.
Dois pontos gratuitos desta ficha exigem bilhete assim mesmo, e os dois deixam gente na porta:
Reina Sofía — a página oficial é literal: “Durante el horario gratuito también necesitas una entrada”. Reserve online antes de ir.
Templo de Debod — o aforo é limitado e a prefeitura escreve “sin reserva no se garantiza el acceso”. A reserva é gratuita, em madrid.es/debodreservas.
O Madri dos Áustrias — o dia sem relógio
Dia de chegada, de propósito: nada aqui tem hora marcada nem bilheteria, então aguenta atraso de voo. Comece na Puerta del Sol, onde estão o marco do quilômetro zero das estradas espanholas e a estátua do urso com o medronheiro, que é o símbolo da cidade. Desça pela Calle Mayor até a Plaza Mayor, cinco minutos a pé — sentar nas mesas da praça custa preço de zona turística, e olhar não custa nada. Colado a ela fica o Mercado de San Miguel, de ferro e vidro: entrar é gratuito, e as bancas são caras para o padrão de Madri, com porções pequenas que fazem a conta subir sem parecer. Feche na Catedral de la Almudena, cuja nave é gratuita, com donativo sugerido de € 1. Deixe o museu e a cúpula dela para outro dia — eles só abrem de segunda a sábado, das 10h às 14h30.
A segunda-feira de ouro — € 47 sem pagar nada
Se a sua viagem tiver uma segunda, é este o dia. Comece ao meio-dia no Museo Thyssen-Bornemisza: às segundas ele abre das 12h às 16h e é gratuito nesse período inteiro, por patrocínio. A gratuidade cobre a coleção permanente, não as temporárias. Às 16h caminhe até o Palácio Real e entre pela bilheteria física, com o passaporte na mão: de outubro a março a tarifa gratuita para cidadão latino-americano vale das 16h às 18h; de abril a setembro, das 17h às 19h. Peça visita livre — guiada não entra na gratuidade. Às 18h volte ao Paseo del Prado para o Museo del Prado, gratuito das 18h às 20h. Duas horas não dão para ver tudo: escolha salas antes de entrar, porque a fila da janela gratuita se forma antes das 18h e come tempo. Somados, são € 47 de bilhete por pessoa.
Retiro de dia, Reina Sofía à noite — menos na terça
Dia do Paseo del Arte que sobrou, e ele tem hora certa no fim. Passe a manhã e a tarde no Parque del Retiro, que é público e gratuito, com o Palacio de Cristal dentro — a estufa de ferro e vidro também não cobra nada e funciona como sala de exposição do Reina Sofía. O parque é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2021, e fecha em episódios de vento forte, por risco de queda de árvore. Ele sobe a ladeira atrás do Prado, então o deslocamento é a pé. Às 19h entre no Museo Reina Sofía, gratuito das 19h às 21h — mas reserve o bilhete antes, porque mesmo de graça ele é exigido. Não faça este dia numa terça, que é quando o museu fecha. E se for domingo, tudo muda: o Reina Sofía fecha às 14h30 e a janela gratuita é das 12h30 às 14h30.
Templo de Debod e o pôr do sol — menos na segunda
Dia mais curto e o mais fotogênico. O Templo de Debod é um templo egípcio do século II a.C., doado pelo Egito à Espanha em 1968 e remontado no Parque del Oeste. A entrada é gratuita — e é o grátis mais traiçoeiro de Madri: o aforo é limitado e a prefeitura escreve que sem reserva o acesso não é garantido. Reserve, de graça, em madrid.es/debodreservas. Fecha todas as segundas, inclusive feriados. De terça a domingo abre das 10h às 20h, com última entrada 30 minutos antes; no verão, de 15 de junho a 15 de setembro, fecha às 19h. É o pôr do sol mais disputado da cidade, com o templo refletido no espelho d'água e a serra ao fundo — e é por isso que o aforo enche no fim da tarde. Se sobrar tempo, complete com o museu e a cúpula da Almudena, € 7, lembrando que fecham às 14h30.
Bernabéu — o dia que custa, e fica fora do eixo
Último dia, e o único que exige deslocamento de verdade: o Estadio Santiago Bernabéu fica no Paseo de la Castellana, ao norte, fora do eixo de todos os outros pontos desta ficha. O tour custa a partir de € 35 comprando online e € 38 na bilheteria — é a única linha de todo o site em que o canal de compra muda o preço, e são € 3 por deixar para a hora. É também o ingresso mais caro da página, mais que o dobro do Prado. Abre das 9h às 19h de segunda a sábado e das 9h30 às 18h30 aos domingos e feriados, todos os dias do ano menos 25 de dezembro e 1º de janeiro. O próprio clube avisa que o percurso e o horário mudam por causa dos eventos no estádio, informando só no site, na bilheteria ou na porta — evite marcar na véspera de jogo em casa, quando o roteiro encolhe.
Tarifas e horários consultados em 29 de setembro de 2026, os mesmos da ficha dos 10 pontos. A corrente de segunda-feira é cálculo nosso, feito a partir das três janelas gratuitas publicadas por cada casa — não é um produto anunciado por ninguém, e por isso vale conferir os horários na véspera. A exceção de procedência é o Prado: a página dele não abriu, por proteção anti-bot, e o que publicamos vem da indexação do próprio domínio somada à ficha do esMadrid, portal oficial de turismo da cidade. A ordem dos dias é nossa, e o motivo está escrito em cada um.
Hospedagem
É, junto com a passagem, o maior gasto da viagem, e não entra nos preços desta página — depende das suas datas. Passagem ainda não apurada este destino ainda não tem ficha de custos, e a busca de passagem do site sai de lá. Por enquanto, só a hospedagem.
Este link dá comissão ao site. Você paga o mesmo preço que pagaria indo direto, e a comissão não altera nenhum número do site. Como isso funciona.