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Roteiro dia a dia

Roteiro de 5 dias em Salvador

Cinco dias organizados por uma regra que a prefeitura publica e quase nenhum guia usa: às quartas-feiras, sete museus municipais não cobram entrada — de morador e de turista.

A quarta-feira vale R$ 40 a R$ 60 por pessoa

A Prefeitura de Salvador mantém entrada gratuita às quartas-feiras em sete equipamentos culturais, e é regra permanente, não promoção. Três deles estão neste roteiro: Casa do Carnaval, os Espaços Pierre Verger e Carybé e a Casa do Rio Vermelho, a R$ 20 cada.

Mas eles não ficam juntos, e aí está a escolha. Os dois primeiros são no Centro Histórico, a pé um do outro. A Casa do Rio Vermelho é em outro bairro. Fazer os dois do centro na quarta economiza R$ 40 sem esforço; incluir o terceiro economiza R$ 60, mas transforma o dia numa travessia da cidade.

O roteiro abaixo faz os dois do centro no dia 2. Se você quiser os R$ 60, troque o dia 5 de lugar e feche a quarta no Rio Vermelho.

A segunda-feira fecha quase tudo

Os museus municipais fecham às segundas. Casa do Carnaval, Casa do Rio Vermelho e, muito provavelmente, os Espaços do Forte — a prefeitura não publica a grade individual deles, e por isso não afirmamos.

O que salva a segunda é o Farol da Barra. Ele é do Museu Náutico, não da prefeitura: abre os sete dias, das 9h às 18h — e, pelo mesmo motivo, é o único que continua cobrando R$ 20 na quarta. As duas coisas são a mesma coisa vista de dois lados.

A Igreja de São Francisco está fechada, e o seu guia não sabe

A página oficial da prefeitura carimba “FECHADA PARA RESTAURO” no próprio título do verbete, sem data de reabertura. É o ponto mais vendido do Pelourinho — o da talha dourada — e segue listado como aberto em quase todo guia e em plataformas de passeio.

Cuidado com a confusão de nomes: a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, de fachada em pedra lavrada, é outro prédio, ao lado. Não é a que você viu na foto, e não está fechada.

O Elevador Lacerda: três tarifas, e as oficiais são as erradas

O portal de turismo da prefeitura e a secretaria de Mobilidade publicam R$ 0,15. A imprensa apurou que o elevador reabriu depois de cerca de dez meses fechado, com obra de mais de R$ 14 milhões, e que segue gratuito por tempo limitado. A tarifa anunciada para o fim da gratuidade é R$ 1,00.

São duas páginas oficiais da mesma prefeitura contra o que a própria prefeitura entregou. Leve moeda: se a gratuidade tiver acabado, R$ 1,00 resolve. E é transporte público de verdade — cerca de 6 mil pessoas por dia —, então a fila do fim da tarde é de gente voltando do trabalho.

Dia 1

Pelourinho, o Elevador e a Cidade Baixa

Dia de chegada e dia sem bilheteria. O Pelourinho é rua pública, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1985 e o maior conjunto de arquitetura colonial portuguesa das Américas — ver o conjunto não custa nada. Comece pelo Terreiro de Jesus e pelo Largo do Pelourinho. Passe na frente da Igreja de São Francisco sabendo que ela está fechada, para não perder a manhã tentando entrar. Depois desça pelo Elevador Lacerda, que hoje é gratuito, leva 22 segundos e vence 72 metros — e desemboca no Mercado Modelo, onde entrar também não custa nada e a negociação de preço é esperada. Da varanda do mercado você vê o Forte de São Marcelo, no meio da água.

Pelourinho · grátis, rua públicaIgreja de São Francisco · FECHADA para restauroElevador Lacerda · grátis hoje, R$ 1,00 anunciadoMercado Modelo · entrar é grátis
Dia 2

A quarta-feira de graça — dois museus, nenhum bilhete

Ponha este dia numa quarta, se puder. A Casa do Carnaval da Bahia, na Praça Ramos de Queirós, custa R$ 20 em dia normal e nada na quarta — e o terraço com vista para a Baía de Todos os Santos já vem no bilhete. Abre das 9h às 17h, com última entrada às 16h, uma hora antes de fechar. Depois suba a pé até o Forte de Santo Antônio Além do Carmo, onde ficam o Espaço Pierre Verger da Fotografia Baiana e o Espaço Carybé de Artes: um bilhete só dá acesso aos dois, também R$ 20, também grátis na quarta. Verger fotografou o candomblé e a ligação entre a Bahia e a África; Carybé ilustrou Jorge Amado. São R$ 40 economizados sem sair do Centro Histórico. Se a sua viagem não tiver quarta, o dia funciona igual — só não o faça numa segunda.

Casa do Carnaval · R$ 20 · grátis quartaCasa do Carnaval · última entrada 16hPierre Verger + Carybé · um bilhete para os doisOs dois espaços · R$ 20 · grátis quartaTodos fecham segunda
Dia 3

A Barra: o farol, o museu e a praia da baía

Dia de orla, e o único ponto pago que não tem quarta gratuita. O Farol da Barra abriga o Museu Náutico da Bahia, dentro do Forte de Santo Antônio da Barra: R$ 20 a inteira, R$ 10 a meia para estudante, professor e maior de 60. Não pagam menores de 7 anos, museólogos, arqueólogos, aluno de escola pública, militares, policiais e pessoa com deficiência com acompanhante. Abre todos os dias, das 9h às 18h — é o que salva uma segunda-feira. A poucos minutos a pé fica a Praia do Porto da Barra, de acesso livre: ela está dentro da Baía de Todos os Santos, não no mar aberto, e por isso tem água calma e rasa. É a praia urbana mais protegida da cidade, e a mais cheia no fim de semana. Cadeira e guarda-sol são das barracas, e custam.

Farol da Barra · R$ 20 · abre todo dia 9h às 18hFarol · NÃO tem quarta gratuitaPorto da Barra · grátis, 24 horasÁgua calma · fica dentro da baía
Dia 4

Bonfim e a Península Itapagipana

Dia fora do centro, e o mais devocional do roteiro. A Basílica do Senhor do Bonfim é gratuita e abre todos os dias — mas o horário muda: de segunda a quinta e no sábado, das 6h30 às 18h; na sexta e no domingo abre às 5h30, uma hora mais cedo, porque sexta é o dia do Senhor do Bonfim e o movimento de fiéis é muito maior. Escolha conforme o que você quer ver: a igreja com calma, evite a sexta; a devoção acontecendo, é exatamente o dia. Reserve tempo para a Sala dos Milagres, com os ex-votos, e para o mirante dos fundos, com vista para a baía, que quase ninguém inclui. As fitinhas são vendidas por ambulantes no largo, a preço de rua — não há tabela oficial. E lembre que é santuário em uso: entre em silêncio.

Basílica do Senhor do Bonfim · grátisSeg a qui e sáb · 6h30 às 18hSexta e domingo · abre 5h30Sexta · dia do Bonfim, muito mais cheioFitinhas · preço de ambulante, sem tabela
Dia 5

Rio Vermelho: a casa de Jorge Amado e a noite

Último dia, e o de melhor encaixe entre tarde e noite. A Casa do Rio Vermelho é onde Jorge Amado e Zélia Gattai viveram mais de cinquenta anos, e onde os dois estão enterrados, sob a mangueira do jardim. R$ 20 a inteira, R$ 10 a meia, gratuita às quartas, e o acervo tem mais de 30 horas de vídeo e projeções. Abre de terça a domingo, das 9h às 17h, com última entrada às 16h, e fecha segunda — mesma grade da Casa do Carnaval. O encaixe: ela fecha às 17h e o Rio Vermelho começa logo depois — é o bairro dos bares e da vida noturna de Salvador, e você já está nele. Se quiser economizar os R$ 60 inteiros da quarta, é este o dia que troca de lugar: faça a Casa do Rio Vermelho na quarta também, aceitando atravessar a cidade.

Casa do Rio Vermelho · R$ 20 · grátis quartaTer a dom · 9h às 17h · última entrada 16hFecha segundaFecha 17h · o bairro começa depois

Tarifas e horários consultados em 29 de setembro de 2026, os mesmos da ficha dos 10 pontos. A quarta-feira gratuita é regra permanente publicada pela Prefeitura de Salvador, e vale para sete equipamentos municipais. O Elevador Lacerda é o caso oposto: duas páginas oficiais da mesma prefeitura publicam uma tarifa que não é mais a praticada, e o guia registra as três versões. A ordem dos dias é nossa, e o motivo está escrito em cada um.

Hospedagem

É, junto com a passagem, o maior gasto da viagem, e não entra nos preços desta página — depende das suas datas. Passagem ainda não apurada este destino ainda não tem ficha de custos, e a busca de passagem do site sai de lá. Por enquanto, só a hospedagem.

Este link dá comissão ao site. Você paga o mesmo preço que pagaria indo direto, e a comissão não altera nenhum número do site. Como isso funciona.

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